Millôr Fernandes - (1923 - 2012)

Morre o escritor Millôr Fernandes aos 87 anos! Perdemos um dos maiores pensadores do país. Um filósofo que fazia rir. E pensar. Entre suas milhares de frases certeiras, guardo esta:

Os mais novos não vão se lembrar, mas houve uma época em que o humor, no Brasil, era o último refúgio, não do preconceito e da escrotidão, mas da lucidez. Nos anos finais da ditadura, Luís Fernando Veríssimo, Millôr, Ziraldo e Henfil, entre outros, mostravam-nos, com arte e alegria, aquilo que repórteres e editorialistas não podiam, ou não conseguiam — que o rei estava nu.

"Um ditador pode bem retocar uma foto oficial, mas não consegue evitar uma caricatura". Ficamos mais pobres hoje.


Algumas frases do imortal Millôr Fernandes (dramaturgo, cartunista, poeta e jornalista):

- Viver é desenhar sem borracha. 

- Quando todo mundo quer saber é porque ninguém tem nada com isso.

- O dinheiro não só fala, como faz muita gente calar a boca. 

- Passado: é o futuro, usado. 

- Chama-se celebridade um débil mental que foi à televisão. 

- A única diferença entre a loucura e a saúde mental é que a primeira é muito mais comum. 

- Ser pobre não é crime, mas ajuda muito a chegar lá. 

- A saudade diminuiu ou fomos nós que envelhecemos? 

- Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

- Pontual é alguém que resolveu esperar muito.

- Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal. 

- Há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos. 

- As pessoas que falam muito acabam sempre contando coisas que ainda não aconteceram.

- Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito. 

- Um homem é realmente velho quando só pensa nisso. 

- Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo. 

- O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu.

Rubinho Pirola

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Enfim o projeto existencial

A angústia de ter um sentido. A obra que iremos realizar. No decorrer de nossa existência criamos inúmeros projetos. Isto porque o projeto é uma construção constante, e só termina com a morte.

Em alguns momentos nos enterramos devido a um único projeto, mas esquecemos que não há vida sem sentido, nem existência sem projeto, por isso ele não pode ser único.

Ele envolve nossa liberdade de escolha, nosso estar só, e o reconhecimento da nossa finitude. Ele nos acompanha do início ao fim de nossa existência. Mesmo porque, como nos disse Carl Rogers:

A grande obra do ser humano é a construção da existência.

 
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