Morre o escritor Millôr Fernandes aos 87 anos! Perdemos um dos maiores pensadores do país. Um filósofo que fazia rir. E pensar. Entre suas milhares de frases certeiras, guardo esta:
Os mais novos não vão se lembrar, mas houve uma época em que o humor, no Brasil, era o último refúgio, não do preconceito e da escrotidão, mas da lucidez. Nos anos finais da ditadura, Luís Fernando Veríssimo, Millôr, Ziraldo e Henfil, entre outros, mostravam-nos, com arte e alegria, aquilo que repórteres e editorialistas não podiam, ou não conseguiam — que o rei estava nu.
"Um ditador pode bem retocar uma foto oficial, mas não consegue evitar uma caricatura". Ficamos mais pobres hoje.
Algumas frases do imortal Millôr Fernandes (dramaturgo, cartunista, poeta e jornalista):
- Viver é desenhar sem borracha.
- Quando todo mundo quer saber é porque ninguém tem nada com isso.
- O dinheiro não só fala, como faz muita gente calar a boca.
- Passado: é o futuro, usado.
- Chama-se celebridade um débil mental que foi à televisão.
- A única diferença entre a loucura e a saúde mental é que a primeira é muito mais comum.
- Ser pobre não é crime, mas ajuda muito a chegar lá.
- A saudade diminuiu ou fomos nós que envelhecemos?
- Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.
- Pontual é alguém que resolveu esperar muito.
- Se é gostoso faz logo, amanhã pode ser ilegal.
- Há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos.
- As pessoas que falam muito acabam sempre contando coisas que ainda não aconteceram.
- Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.
- Um homem é realmente velho quando só pensa nisso.
- Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo.
- O mal do mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu.
Rubinho Pirola


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