A única religião que vale!

“As Beatitudes, a parábola do filho pródigo, a do bom samaritano, o relato da mulher adúltera… expressam o essencial: Jesus, “mestre doce e humilde de coração”, foi o israelita que substituiu, como se diz, o amor à Lei pela lei do amor, que fez do amor o único absoluto, o único mandamento, ou aquele ao menos que justifica todos os outros. Que importa o sabá, os ritos ou as proibições alimentares? “Já não se trata do puro e do impuro”, observa Gérard Bessière, “trata-se do amor e do perdão.” As prostitutas precedem os fariseus no reino, e aquele que diz “amo a Deus” e que não ama o irmão ou o inimigo é um mentiroso. Aí está, para mim, a verdadeira mensagem de Cristo, em todo caso aquela que guardo: o amor vale mais que a religião; o amor é a única religião que vale.”
André Comte-Sponville em Bom Dia, Angústia!

1 comentários:

Valdir Porto disse...

A realidade e a regra dos humanos, a existência e a regra da exencia.

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Enfim o projeto existencial

A angústia de ter um sentido. A obra que iremos realizar. No decorrer de nossa existência criamos inúmeros projetos. Isto porque o projeto é uma construção constante, e só termina com a morte.

Em alguns momentos nos enterramos devido a um único projeto, mas esquecemos que não há vida sem sentido, nem existência sem projeto, por isso ele não pode ser único.

Ele envolve nossa liberdade de escolha, nosso estar só, e o reconhecimento da nossa finitude. Ele nos acompanha do início ao fim de nossa existência. Mesmo porque, como nos disse Carl Rogers:

A grande obra do ser humano é a construção da existência.

 
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